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Written By Cate

Catarina Correia.

Catarina Correia.

Written By Cate

31
Dez17

From 2017 to 2018 e com muito para esperar!


Catarina Correia

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365 de 365, é este o ponto de hoje. O primeiro de muitos será o ponto de amanhã, o ponto de 2018 e o ponto de any year coming.

Terá sido de mim, ou talvez 2017 tenha passado a correr. Ainda agora me lembro de, há um ano atrás, estar pelas ruas da cidade que me viu crescer e a prometer a mim mesma que 2017 iria ser diferente. 

"2017 vai ser o meu ano", dizia eu. E a verdade? A verdade é que foi! Este foi o meu ano, do mesmo modo que todos os anos anteriores também o foram. Todos diferentes, todos com um toque especial e todos com altos e baixos. E 2018? 2018 será o meu ano também!

Desde os tão esperados 18 à conclusão de 3 anos a estudar para o meu sonho, passando pela carta de condução, pela mudança de cidade e pela entrada num curso que deveria ser o meu curso! Passando por tudo isso e por todas as experiências que fui adquirindo. Passando por todos os - poucos - momentos mais tristes, e por todos os que me fizeram rir até não poder mais. Passando pelas amizades que foram e por todas aquelas que chegaram. Passando por mim, pelos meus e por todos os que me rodeiam e espero que continuem a rodear. Passando por todas as pequenas coisas que 2017 me trouxe e me planeou para o ano que se segue. Não esquecendo, contudo, todas as promessas de início de ano que acabaram por não se cumprir, aliadas aos desejos de ter e às desilusões de não conseguir.

2017 foi bom, mas 2018 será ainda melhor. Seja desta forma, daquela ou daqueloutra. Seja com fulano, cicrano ou com beltrano. Seja de que jeito for, mas que seja com um sorriso no rosto e com o sentimento de missão cumprida aliado à certeza de ver o meu sonho cada vez mais perto da realidade.

E para 2018?

Para 2018 eu espero tudo aquilo que 2017 não me deu e tudo aquilo para o qual eu tenho trabalhado. Espero fazer isto, aquilo e aquelas mil e uma coisas que insisto em apontar num papel com o intuito de as vir a realizar.

E para este ano que agora vem eu apenas espero o mesmo que no anterior mas a dobrar. Mais alegrias, mais sorrisos, mais passeios pelo meu cantinho, mais amor e mais momentos. Espero mais trabalho, mais esforço e mais lágrimas. De alegria, de desilusão ou desespero... Tanto dá! Até porque não há conquistas sem quedas. Não há vitórias sem lágrimas. E muito menos há um sentimento de missão cumprida, sem umas quantas noites em branco e uns quantos pensamentos a apelarem à desistência. Não há isto, sem aquilo.

Esperar para nós é fácil, e se não o é, pelo menos parece. Mas para os outros? Esperar para os outros como é? É fácil, difícil ou subjetivo? É assim, assado ou cozido? Não sei bem, mas pouco importa.

Para os outros... Para os outros eu espero o mesmo que espero para mim, espero a dobrar ou a triplicar. Espero que todos façam por atingir os seus objetivos e, acima de tudo, espero que os cheguem a atingir. Espero amor, alegria e todas aquelas coisas pirosas que insistimos em frisar. Espero o melhor e tudo o que com ele vem a acompanhar. Espero tanto e tão pouco... Espero que não desistam e que insistam em ser vocês mesmos. Espero que não se deixem moldar e que não se deixem ir abaixo quando tudo correr mal. Espero mais um ano e muitos mais. Espero que seja o vosso ano...

E vocês? O que esperam?

15
Dez17

Dear 25-years-old me #1


Catarina Correia

Dear 25-year-old me;

I hope you're doing well and, honestly, I hope you're not that disapointed with life. I know that, maybe, more than a half of your dreams and expectations have been destroyed by time and choices, however I want you to know that you'll always be a BIG GIRL, no matter what. I hope...

Bitch please...

We won't turn this letter into a bullshit letter, let's do this the right way! I'm writing to you because I want to know how you are and how's your life (even though I know).

Also, I'm writing to you because I want to remind you of some stuff... You know what I mean, our stuff... I want to remind you of every single thing we've been through, every single struggle we face, every tear we shed together, and every effort we've been making every single day to reach our goals, I'm sure you know what I'm talking about. I'm reminding you of all this stuff because, at 25, or any year coming, I want you to be able to look back and see exactly how far we've gone, and give ourselves the credits we damn well deserve.

Knowing us as I know, I'm pretty sure that you have changed a lot, and I really hope you're not as lazy as you were used to be! Change is inevitable and change is good, you know that! Back then, seven years ago we were so impulsive, irrational and lost, we were so different. We were so indecisive (we still indecisive, I think). We were always trying to find who we wanted to be, We made every kind of mistakes, we were cruel to ourselves, you know that, but there's a wonderful thing about those mistakes, those fucking scars, and about all that damn times we had to be our own heros and pick ourselves up, and the wonderfull thing is that, all those stuff, have given birth to this new me, and to this new you too.

I'm sure that, today you're aware of your values and where you want to get to, but we're stiil far from where we want to get to, and we won't give up, it won't be easy but I'll make sure we try our very best to reach our goals. Also, we both know we can't have everything, and you know that we won't have all these things we want, but we can't stop the fight for them. Sometimes we just can't have everything we want because people say we can't, but they can't be sure about that, it's our life, we decide, and if we think we can, then let's fight for it, let's not give them what they want, let's prove they're wrong, let's do our own choices.

25-year-old me, no matter how much we've changed, and how much we've grown, I need you, and you really have to promise me that you'll never live life ordinarily, you'll never give up. Promise me that you'll never forget the real YOU, that you'll never forget how beautiful and intelligent you are, promise me that you will never let anyone or anything destroy you, promise me that you'll never be sorry for who you are, promise me you'll be strong, please, promise me!

I know that there will be obstacles, I know that it won't be easy, I know that there will be days your mind will just block and take you to the darkest places, I know that you will probably get tired sometimes, and you'll think you should give up, but you have to remember that I'll always be there, I've ever been there! I know it's hard to move on when things are not as you wanted them to be, but I'm still standing, I'm standing for you, I'm standing for me, I'm standing for us. You can do everything! I trust you like I trust me, I forgive you like I forgive myself, we're only human, we have no rules to live this life, but you have my permission to fuck up sometimes, to get tired and want to run away, to do what you want with our life, as long as your heart leads you to.

We're so young right now, we have so many things to do, so many things to try, so many places to visit, we have a bunch of feelings to feel - and to fuck up with too- we have a whole life girl,don't take it way too serious, have fun, smile, love, try, do everything you have to do, I want you to be the happiest girl in the whole world, I want you to love everyone, even the haters, I want you to be loved, I want you to be you, never forget this.

Hell yeah, I know what you're thinking... You're thinking that I was too young when I wrote all these stuff, I mean, I was only 18, but I was you, I am you, and I was always thinking about our future, always wondering, always asking, always thinking, and, ya know, I'm the best one when writting! But, honestly, now that this letter is almost done I'm seriously thinking how did I write this fucking letter!? Well, but that doesn't matter as soon as you're reading this bullshit.

Time's passing by, and I hope you're reading this letter somewhere in London as you always wished, I hope you're living your dreams, I hope you're where you want, I hope you never forget our stuff. And I hope you're thinking you should write another fucking letter to your future 33-year-old-self...

Much Love,

Your 18-year-old-self,

Catarina!

07
Dez17

Comboios.


Catarina Correia

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Comboios. Aquelas coisas manhosas que fazem muito barulho e que são um atraso de vida, mas não para mim, não na realidade.

Não vou dizer que cresci no meio de comboios e que estes são a minha maior paixão – até porque estaria a mentir. Cresci perto deles e junto de quem lida com eles muito diariamente. Ganhei-lhes um carinho especial e por muito que reclame deles, acabam sempre a ser uma grande fonte de inspiração.

Escrevo pequenas histórias, vou escrevendo… E, por muito estranho que possa parecer, é somente aqui sentada num destes bancos manhosos que a inspiração acaba por aparecer após várias tentativas falhadas de a ver dar sinais de vida.

Desde cartas com todo um conteúdo emocional a crónicas com a minha mais simples opinião, de tudo eu escrevo por aqui. Só preciso de entrar, correr todo o comboio até chegar a um dos seus extremos e sentar-me num cantinho escondido, mas com uma janela para me permitir admirar a paisagem e observar cada pormenor.

Uns minutos depois, já as palavras deslizam como se fossem a mais fácil das minhas tarefas, como se este meio de transporte fosse o meu tudo quando nada é a única coisa que consigo escrever. E eu sinto-me bem aqui. Reclamo, reclamo muito. Digo mal da minha vida quando me vejo enfiada num comboio durante 4 horas seguidas. Ainda pior digo quando vejo o tempo a passar e o atraso a aumentar. Mas eu sinto-me bem aqui. Aqui eu reparo no mais estúpido dos pormenores e faço valer a tão famosa dica de Saramago… “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”

Dou por mim a questionar o porquê daquele caixote do lixo estar ali e qual o motivo para aquela mulher loira se estar a rir para o telemóvel. Dou por mim a sorrir perante os mais sinceros dos abraços e as mais emocionantes das despedidas a cada partida sobre carris.

 E no fim disto tudo dou por mim a escrever... Escrevo a história da mulher loira, descrevo as despedidas dos mais chorosos e permaneço a sorrir perante cada abraço sentido.

E ainda mais no fim disto tudo? Ainda mais no fim disto tudo eu dou por mim a chegar a casa e a abraçar aqueles que tanta falta me fizeram no decorrer da semana. Dou por mim a voltar ao início e a reclamar pela quantidade de horas que irei passar no interior deste transporte num dos dias que se sucede ao dia de hoje.