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Written By Cate

Catarina Correia.

Catarina Correia.

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12
Jan18

A Eurovisão, cor e um homem, por favor!


Catarina Correia

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É sem qualquer tipo de dúvida que podemos afirmar 2017 como um bom ano para Portugal. Tivemos altos capazes de superar os baixos e de deixar os portugueses com o maior dos orgulhos no seu país. Vimos Portugal vencer a nível económico, vimos o desemprego a diminuir e vimos Salvador Sobral a fazer história na Eurovisão!

 

Eurovisão? A mesma Eurovisão que vai ser realizada em Portugal? Aquela Eurovisão que terá lugar na Altice Arena e que irá contar com a apresentação de quatro mulheres extremamente bonitas e com um talento enorme? Ah, sim… Essa Eurovisão!

 

Daniela Ruah, Catarina Furtado, Sílvia Alberto, Filomena Cautela e um grande erro aos olhos de muitos. Onde anda o homem? Então e a cor?

 

Oleksandr Skichko, Volodymyr Ostapchuk, Timur Miroshnychenko e a inexistência de um erro aparente. Então e a mulher? E a cor, onde anda?

 

Em 2017 fomos telespectadores de um espetáculo que contou com 3 homens muito bem parecidos e com bastante humor e talento à mistura para o apresentar. Um trio brilhante, diga-se de passagem, e que muitos elogios retirou aos mais variados cidadãos europeus. A polémica? Essa não se viu, até porque estava tudo bem. Assim como estava tudo bem em 2015, ano em que só mulheres asseguraram a apresentação do mesmo festival.

 

Quanto a 2018, podemos começar pelas apresentadoras ou será melhor saltar já para a parte da polémica? 4 mulheres extremamente bonitas, muito talento e uma enorme dose de boa disposição e humor, é tudo o que nos é apresentado para levar a avante o “nosso” festival. Mas como bons portugueses que somos, as coisas nunca podem estar bem e nós nunca nos podemos dar por contentes com aquilo que temos.

 

Uns pedem um homem, um rapagão capaz de se juntar ao “galinheiro”, e que venha impor respeito e mostrar que não existe desigualdade de género em Portugal. Outros pedem – e desculpem-me pelo termo – o preto ou a preta. Dizem que somos racistas e que é “inaceitável só colocaram brancas a apresentar, quando temos gente mais escurinha e com muito talento”. “É racismo!”, dizem eles…

 

Eu? Eu peço a realização de um bom trabalho e uma apresentação capaz de representar o que de tão bom tem Portugal! Pouco me importa se são quatro mulheres, ou se são todas brancas. Importa-me que tenham talento – e disso, não lhes falta – e que me representem tão bem quanto o trio de 2017 representou o seu país.

 

Não vamos apelidar de racismo e discriminação algo que não passa de uma boa escolha de apresentadoras. Algo que segue o que se sucedeu em anos anteriores e que poucos – ou nenhuns – problemas causou.  Vamos, sim, pedir um trabalho de excelência e uma participação tão boa, ou melhor, do que a do nosso Salvador Sobral com Amar pelos Dois.

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