Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Written By Cate

Catarina Correia.

Catarina Correia.

Written By Cate

27
Jan18

A lavar a roupa suja!


Catarina Correia

lavaroupa.jpg

 

Nem é que seja muito pertinente ou interessante, mas apeteceu-me partilhar esta minha atividade matinal. Ainda menos pertinente ou interessante é o facto de, por acaso, eu me encontrar no mais apropriado local para fazer “disto”. Ora pois é, eu estou na lavandaria e vim lavar a roupa suja.

 

Optei por deixar as verdades, as desculpas e todas aquelas frases que me ficaram na garganta lá por casa e decidi trazer, somente, aquelas calças amachucadas, as camisolas já usadas e outras peças mais íntimas que não me apetece estar a descrever. Não vim cá para insultar ninguém nem nada que se pareça, vim só mesmo para lavar a dita da roupa suja.

 

E peço desculpa se vos desiludi. Sei bem o quanto nós, bons portugueses que somos, gostamos de uma boa lavagem de roupa, misturada com aqueles detergentes nocivos que espalhamos a torto e a direito pelas ruelas de Portugal. Com um especial destaque para o Norte, é claro, onde se vê de tudo um pouco. Não fosse eu, por mero acaso, uma típica portuense, à qual só faltavam as pipocas, e que desde cedo se habituou ao espetáculo que vai nas ruas e que tantos palavrões contém.

 

Mas nem só de roupa suja se fala por aqui...

 

Lembram-se daquele textinho maravilhoso que eu fiz há uns dias atrás? Aposto que não! Aposto que, ou têm uma memória tão má ou pior do que a minha, ou nem sequer chegaram a ler o texto. But no worries, eu não vos julgo. Só peço que deem uma espreitadela e depois regressem para ficarem mais dentro do assunto. (Dos erros de 2017 aos objetivos de 2018)

 

Agora que já se fizeram espertos, ou mais atrasados para as coisas que tinham planeado fazer visto que vos roubei um pouco de tempo com a minha estupidez, podemos prosseguir!

 

É dito e sabido que eu entrei no curso errado! E eu juro que a culpa não foi minha! Talvez só um pouquinho, ok? Mas só mesmo um pouquinho! Também é dito e mais que sabido que o meu objetivo era saltar fora e correr feita maluca atrás dos meus sonhos, ou lá como isso se chama. Mas desistir de um curso para voltar a concorrer não era uma decisão somente da minha autoria e ainda menos era algo que agradasse aos restantes autores da final decision.

 

 

Após tantas vezes a dizer que Gestão e Planeamento em Turismo não era o meu curso, após aquelas notas miseráveis de matemática I a comprovar a minha falta de habilidade para os números e após tantas outras coisas, a decisão foi tomada. Foi tomada e bem tomada, devo dizer.

 

Não vou dizer que já ando aqui aos pulos por ter desistido do curso, até porque não ando. Eu queria muito entrar na Universidade e saber que estava a um passo de ser bem-sucedida – ou um fracasso total, dado o desemprego que por aí anda. O que eu não queria era entrar naquele curso, mas também não queria desistir – embora dissesse o contrário milhares de vezes.

 

Desistir era para os fracos, dizia eu. Desistir era para quem não sabia o que queria fazer da vida. Talvez eu pensasse assim, por ter sido criada com a palavra desistir longe das minhas opções, e eu até agradeço por isso. É sempre bom que não nos deixem desistir de tudo, à mínima dificuldade.

 

A verdade é que eu também já desisti de algumas coisas e não queria estar a juntar o curso à minha lista de desistências. No entanto, quando tem que ser, tem que ser. E era este o caso. Tinha que ser!

 

E tendo que ser, eu fui percebendo que desistir não era assim tão mau. Eu não iria deixar de ter objetivos, não iria deixar de querer estudar e não iria deixar de ser a rapariga que se esforçou para chegar até aqui. Eu iria ser só mais uma. Mais uma no meio de outros tantos universitários que, após muito ou pouco tempo, perceberam que estavam no caminho errado para os seus sonhos ou para tudo aquilo que tencionavam atingir.

 

Desta vez… Desta vez eu espero não voltar a pisar a linha errada. Espero chegar a setembro e conseguir entrar com o pé direito na universidade - visto que em 2017 eu entrei a pés juntos e logo a seguir me esbardalhei no meio do chão, ou no meio do DEGEIT (é como preferirem).

5 comentários

Comentar post