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Written By Cate

Catarina Correia.

Catarina Correia.

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18
Nov17

A Minha Ribeira.


Catarina Correia

Porque eu saí mas não deixei que ela saísse de mim...

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É sempre um enorme desafio quando nos propomos a falar de nós, a falar de casa e de tudo aquilo que nos é tão importante, tão nosso. E hoje eu falo de casa...

Perante a Ribeira e com o olhar assente no computador que possuo sobre as minhas pernas, decido falar sobre casa, sobre o Porto. Falo com um brilho no olhar e com a saudade de cá morar. 

Nasci no Porto e foi onde vivi até aos 12 anos. Onde chorei, onde sorri, caí e fui feliz. Orgulho-me de poder dizer que nasci na Cidade Invicta. Orgulho-me de ter saído mas não ter deixado que ela saísse de mim. Orgulho-me da saudade que provoca em mim e do conforto que me faz sentir. Orgulho-me de casa.

É-me difícil falar sobre o Porto. É em si que deposito toda a confiança para cuidar dos "meus", e é em si que me sinto em casa.

O Porto faz-me bem, mas a Ribeira... A Ribeira faz-me tudo! A Ribeira deixa-me com um sorriso de orelha a orelha, a Ribeira deixa-me feliz! Ver os barcos a atracar, as gentes a passar e o rio a rolar. Ver-me a mim e não me ver em lado nenhum. Sentir-me ali e não me sentir de modo algum. 

Às vezes eu acho que sou a Ribeira. Sinto-a mais do que sinto qualquer outra coisa. Conheço-a melhor do que me conheço a mim e vice-versa. É ela quem me conhece melhor, quem guarda os meus maiores segredos, medos e sucessos.

E na Ribeira... Na Ribeira eu já chorei, já cantei, parei e pensei. Na Ribeira eu tudo!

E é na Ribeira que eu vou continuar a chorar, a cantar, a parar e a pensar. É na Ribeira que eu vou continuar a ver os meus sonhos e a depositar os meus segredos. É na Ribeira que eu vou continuar a estar sempre que tudo estiver mal e ninguém souber de mim. É na Ribeira que eu vou continuar a ver um tudo e um nada ao mesmo tempo.

Cercada de barcos, turistas e tripeiros. Cercada de história, cultura e palavrões. Cercada de nós, Portuenses orgulhosos.

A Ribeira faz-se de gentes, faz-se de sonhos e faz-se dos rios.

A Ribeira é deste, daquele e daquele outro.

No entanto, ela é, e para sempre será... A minha Ribeira!

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